O Que Pode a Linguagem

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Quando penso na linguagem, penso em tudo que escrevo, e deixo de escrever, com as palavras. Tudo o que descrevo, transcrevo, questiono, elucido, minimizo ou engrandeço através de vocábulos limitados que tentam representar ilimitadas ideias e sentimentos. Poemas introspectivos, crônicas observantes e romances ou contos apedrejantes. Críticas não pensadas surgem na minha frente, reflexões invisíveis postas no consciente e fortalecidas pela possibilidade de releitura e de sua posição exterior. O lápis-pincel foi substituido pelo teclado máquina, na velocidade vencedor. Pinto as ideias com cliques, meus personagens, antes de serem pessoas, são letras que escolho por algum motivo quando olho para a tela e acesso reflexo de minha mente. A linguagem me permite dizer tudo isso escrevendo tantas outras coisas, as vezes não diretamente relacionadas. Dou voltas e voltas em cliques, palavras, ideias através de tudo que a linguagem
permite. E digo tanto!

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