A Deusa

Por

O vestido cintilante se aproxima
Os passos suaves que se ouvem

Cerejeiras, flores orientais
Tal qual os ipês de minha terra
O mundo lhe era tão pequeno;

O olhar sereno que observa
Os cabelos em duas tranças separadas

Da terra marrom à vermelha
Do oceano mais límpido ao mais sujo
Tudo lembra o sangue Daquela;

Seu rosto de eternidade aparentava
As mãos suaves que tocam

As estrelas que surgiram quando chorou
E os meteoros quando se irritou
Etapas humanas da vida inumana;

Sua grandiosidade era madura
Seus seios fartos de vida

Na terra esteve seu corpo
No universo esteve sua mente
Na alma imperfeita está seu coração;

Seu sentar era paciente
Cruzando as pernas com graça
Ainda não se foi, pois é
Para, com generosidade, cuidar.
Postado em ,